1. SEES 13.3.13

1. VEJA.COM
2. CARTA AO LEITOR  LGRIMAS PARA O DSPOTA
3. ENTREVISTA  RODRIGO CONSTANTINO  CAPITALISTAS BRASILEIROS, UNI-VOS!
4. LYA LUFT  MULHER: RESPEITO E DIGNIDADE
5. LEITOR
6. BLOGOSFERA
7. EINSTEIN SADE  BRAQUITERAPIA EM TUMORES DE PRSTATA

1. VEJA.COM
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

GIGANTE SEM FORAS
O Facebook surpreendeu o mundo recentemente ao reconhecer que os adolescentes andam um tanto cansados de dedicar horas e horas  rede. Medies independentes mostram que tambm entre os adultos arrefece a paixo pelo uso do servio: eles tanto eliminam seu perfil quanto reduzem as visitas ao site. Reportagem de VEJA ouviu usurios, ex-adeptos e especialistas para esclarecer as razes desse movimento. Entre elas est a constatao de que os mais jovens migram para novos servios  apontando qual ser a prxima tendncia.

DINOSSAUROS FOFOS
Desde o sculo XIX, os artistas tm desenhado os dinossauros como animais monstruosos. A verdade pode ser diferente. O livro All Yesterdays (Todos os Passados, sem verso em portugus), escrito pelos paleoartistas C.M. Koseman e John Conway,  um chamado  especulao. Os autores afirmam que os dinossauros poderiam ser coloridos, peludos, brincalhes e at fofos. Em entrevista ao site de VEJA, Koseman explica por que a imaginao  uma ferramenta importante para a paleontologia.

BANCO NO CELULAR
Depois da adeso dos clientes s transaes feitas pela internet, os bancos querem estimular o uso de aplicativos que permitem as operaes por smartphone. Cinco milhes de clientes j usam o chamado "banco mvel". Reportagem em VEJA.com mostra que nos prximos cinco anos as operaes em celulares sero mais numerosas que as feitas pelo internet banking.

PAULA PIMENTA
A partir desta semana, a escritora Paula Pimenta escrever semanalmente a coluna Fazendo Meu Blog em VEJA.com. Em seus textos, ela conversar com os jovens sobre cinema, msica, livros, namoro, escola, sonhos e planos. Desde 2008, quando lanou seu primeiro romance, Fazendo Meu Filme 1  A Estreia de Fani, Paula j vendeu mais de 100.000 exemplares de seus sete livros. Aos 37 anos, ela ainda mantm por perto muito de sua adolescncia. Passa a maior parte do tempo lendo e escrevendo em seu quarto com bichos de pelcia,  f de filmes como Crepsculo e O Dirio da Princesa, e pinta as unhas nas cores rosa, azul e roxo. Isso, aliado ao enorme talento de estabelecer em seus livros o clima de bate-papo entre amigos de escola, garantiu a ela o sucesso como autora infantojuvenil. "Leio o que os adolescentes leem, escuto o que eles escutam", diz.


2. CARTA AO LEITOR  LGRIMAS PARA O DSPOTA
     As instituies formam o alicerce de todas as organizaes sociais que permitiram o funcionamento de governos democrticos, com alternncia de poder e pleno respeito aos direitos humanos, entre eles a fundamental liberdade de expresso. No existe na histria humana um nico exemplo de sociedade sadia que no tenha respeitado a garantia de que cada cidado possa buscar a prpria felicidade e a de sua famlia. Sempre que deixaram ou foram foradas a perseguir a utopia do bem coletivo  custa do sacrifcio dos direitos individuais, as naes viram seus governos degenerar em regimes totalitrios. O governo do venezuelano Hugo Chvez, morto de cncer na semana passada, em Caracas, foi apenas mais um desses desastres anunciados. 
     Teria passado despercebido no fosse a Venezuela vizinha do Brasil e dona de uma das maiores reservas de petrleo do mundo. Teria sido inofensivo para os brasileiros e para a Amrica Latina se Chvez no tivesse usado o dinheiro dos venezuelanos pobres para exercer um imperialismo primitivo na regio, com a tentativa de corromper militares no Paraguai, apoiar o terrorismo na Colmbia, financiar campanhas presidenciais de esquerdistas na Argentina e no Uruguai, fomentar o desrespeito  Constituio em Honduras e comprar simpatias no Brasil. 
     Uma reportagem desta edio de VEJA mostra que Chvez deixa uma herana maldita de desestabilizao em um continente que, dado seu passado turbulento, precisa de estabilidade mais do que de oxignio. O coronel paraquedista Chvez, autor de um golpe fracassado e depois eleito democraticamente, passou como um tanque sobre as instituies, pressionando e aparelhando os tribunais superiores. Intimidou e inviabilizou o funcionamento de redes de televiso independentes, encarcerou adversrios polticos e criou milcias partidrias armadas que se confundem com os bandos de criminosos comuns. Fiel  farda, trouxe de volta os militares  cena poltica, o que h poucas dcadas abriu as portas do inferno em quase todas as naes latino-americanas. 
     As multides formadas predominantemente por pessoas pobres, as mesmas que o reelegeram trs vezes para a Presidncia da Repblica, choravam nas ruas de Caracas lgrimas de genuno pesar pela morte de seu lder. Chvez atendeu s demandas de curto prazo das massas e, no melhor estilo populista, mandou a conta para as geraes futuras. Ele fez com as ruas um pacto emocional, o que no  novidade na histria das sociedades humanas. Cantores, atores, esportistas, papas e polticos populistas antes dele foram levados ao tmulo por correntes humanas de adoradores. Getlio Vargas, no Brasil, e Pern, na Argentina, so os exemplos mais prximos. Secas as lgrimas, serenada a emoo, o povo vai aos poucos percebendo que seus santos padroeiros na poltica nada fizeram pela prosperidade duradoura, pela garantia das liberdades ou pelo fortalecimento das instituies. Chvez foi mais um desses. 


3. ENTREVISTA  RODRIGO CONSTANTINO  CAPITALISTAS BRASILEIROS, UNI-VOS!
Um dos mais produtivos economistas da nova gerao aponta as contradies, os riscos e a ineficincia resultantes do aumento da interferncia do governo na economia.
GIULIANO GUANDALINI

Se puserem o governo federal para administrar o Deserto do Saara, em cinco anos faltar areia." A frase  do economista americano Milton Friedman (1912-2006), ganhador do Nobel de 1976 e o maior expoente do liberalismo nos ltimos cinquenta anos. Essa corrente de pensamento preconiza a abertura econmica dos pases e a reduo, ao mnimo possvel, da interferncia do governo no funcionamento dos mercados, favorecendo o investimento privado em um ambiente de competio acirrada. A frase de Friedman serve de epgrafe para o livro Privatize J, de Rodrigo Constantino, lanado pela editora Leya. Constantino, de 36 anos, faz parte de uma nova gerao de economistas brasileiros que valorizam o pensamento liberal clssico e denunciam o peso excessivo do estado na economia. No livro, ele defende a "'agenda esquecida" das privatizaes. O economista recebeu VEJA em seu escritrio, numa empresa de investimentos, no Rio de Janeiro.

As empresas de celulares esto entre as campes de queixas entre os consumidores brasileiros, apesar de serem extremamente rentveis. Nas estradas privatizadas, as reclamaes recaem sobre o valor dos pedgios. No so sintomas de que a privatizao nem sempre funciona?
No fundo, se procurarmos bem, sempre haver a impresso digital do governo nessas falhas atribudas ao mercado. No caso dos celulares, h muitas reclamaes, em primeiro lugar, por causa do grande aumento no nmero de usurios depois da privatizao do sistema Telebrs. Antes nem adiantava reclamar, porque era um servio caro e raro. Reconheo que existem problemas. Mas os impostos arrecadados pelo governo encarecem as tarifas e reduzem os investimentos. O sinal das chamadas  ruim porque faltam antenas, e o grande entrave para ampliar o nmero de antenas so os governos, que demoram a conceder as licenas de instalao. As pessoas reclamam do preo do pedgio, porm o que deveria ser objeto de revolta so os milhes arrecadados em impostos, como o IPVA, que no so investidos nas ruas e rodovias. As privatizaes, obviamente, no so uma panaceia se feitas de maneira escusa. Acompanhei o processo de desestatizao na Rssia, depois da queda do regime sovitico. As privatizaes ocorreram sem nenhum arcabouo institucional minimamente decente, sem transparncia nas informaes. Privatizao, assim, no faz milagre.

Se a venda de estatais obteve resultados positivos, por que nenhum poltico no Brasil defende abertamente a privatizao da Petrobras? 
As resistncias so gigantescas. Para privatizar a Petrobras, precisaramos ter uma Margaret Thatcher, um estadista disposto a enfrentar os grupos de interesses localizados. Ser impossvel vender o controle da estatal enquanto imperar a ideia de que seria a entrega de um patrimnio pblico. Basta ver a dificuldade dos tucanos em defender o seu legado, no geral favorvel, de privatizaes. Elas foram feitas mais por necessidade, porque as estatais estavam quebradas, do que por convico. Foi preciso que eu, um liberal convicto e crtico da social-democracia dos tucanos, sasse em defesa das privatizaes.

A Petrobras no  uma empresa grande demais para ser privatizada e no existiria o risco de substituir um monoplio estatal por um privado? 
Nesse aspecto, estou com Milton Friedman. Entre um monoplio estatal e um privado, prefiro o privado. Sempre h formas de regulao para equilibrar uma eventual falta de concorrncia. Ademais, no acredito que a Petrobras deva ser monopolista. A concorrncia pode e deve ser incentivada, atraindo novos investidores. O petrleo no  nosso, como argumentam os defensores do monoplio estatal? Perfeito, ento nada melhor que entregar a cada brasileiro a sua fatia na empresa. Cada um faria o que quisesse com as suas aes. Em parte, seria a repetio em grande escala da compra de aes com o uso do FGTS. Infelizmente, o comando da Petrobras fica a cargo de polticos, pessoas sem o menor foco na gesto.

Quais seriam os benefcios de uma Petrobras privatizada? 
Os acionistas privados, interessados na rentabilidade, pressionam a empresa a ser mais eficiente. Seriam reduzidas as ingerncias polticas e manipulaes, como o controle no preo da gasolina para evitar o impacto na inflao. O Brasil j seria autossuficiente em combustveis. A produo do pr-sal estaria em um estgio muito mais avanado. Como paralelo, basta observar a revoluo em curso atualmente nos Estados Unidos com o intenso desenvolvimento da produo do gs de xisto. O seu processo de extrao  complexo, e para torn-lo economicamente vivel foram necessrias muitas pesquisas e inovaes, feitas por diversas empresas.  um exemplo daquilo que Schumpeter (Joseph Alois Schumpeter, economista austraco, morto em 1950) chamou de destruio criadora. No se pode vislumbrar esse tipo de inovao surgindo em uma economia predominantemente estatal, fechada e sem concorrncia.

No existem estatais eficientes? 
So raras. As estatais tendem  ineficincia porque no precisam obter lucros para se perpetuar. Seus diretores podem fazer atrocidades financeiras, mas mesmo assim as estatais continuaro existindo, porque, quando houver problemas, o governo acabar lhes dando mais dinheiro.  o que ocorre, enquanto falamos, com os bancos pblicos. Os bancos privados, temendo o aumento na inadimplncia e o risco de perdas, reduziram o ritmo na liberao de financiamentos. J os bancos pblicos, por determinao do governo, esto injetando na economia um volume crescente de emprstimos. Eles sabem que sero salvos pelo governo se essa poltica der errado.

A atuao dos bancos pblicos no contribui para a queda nas taxas de juros cobradas pelo setor financeiro, estimulando assim o crescimento econmico? 
Esse  um efeito de curto prazo, atendendo a interesses essencialmente polticos. Acusam, com certa razo, o setor privado pela crise financeira de 2008, mas se esquecem da contribuio do setor pblico. Nos governos de Bill Clinton e de George W. Bush, a Casa Branca sofreu presses para incentivar o crdito habitacional, usando como instrumento as agncias semiestatais de financiamento. Essa foi a origem da bolha imobiliria. Os governos so os maiores interessados em pr em foco polticas de curto prazo e lanar a conta para a frente. Por clculo eleitoral, os governos so mopes. Se um poltico no olha para o curto prazo, ele perde a eleio. Ento os governos tendem a estimular a formao de bolhas, postergando qualquer tipo de ajuste.

A internet e o GPS resultaram de investimentos pblicos na rea da defesa, e o Vale do Silcio talvez no existisse sem os gastos americanos na indstria militar e aeroespacial. No Brasil, a Embraer nasceu de um investimento do governo. Esses no seriam exemplos de intervenes estatais positivas? 
Tudo isso  verdade, mas recorro a Bastiat (Frdric, Bastiat, terico liberal francs do sculo XIX), segundo o qual, em economia, existem os efeitos vistos e os no vistos. Sempre haver exemplos de sucesso resultantes de intervenes estatais. Um economista mais ctico, entretanto, dever perguntar: e aquilo que no se v? Como seria o pas se o governo no desviasse recursos escassos para esses fins? Ningum tem essa resposta. Se o governo no tivesse criado a Embraer e a mantido por anos e anos, mesmo dando prejuzo, talvez os recursos pudessem ter sido usados de maneira mais produtiva pela iniciativa privada. O governo nunca  um bom empresrio.

A reduo da pobreza no deve ser uma misso eminentemente do governo, sobretudo em um pas com bolses miserveis como o Brasil? 
Sinceramente, acredito que o estado contribui mais para concentrar a riqueza do que para distribu-la. Braslia, a capital com a segunda maior renda per capita do pas,  um timo exemplo dessa concentrao de renda patrocinada pelo governo. No me convence o discurso segundo o qual a justia social depende de um estado grande e inchado. O governo brasileiro cobra um pedgio muito alto em nome dessa distribuio de igualdade e, no fim, o resultado  uma concentrao. O governo deveria concentrar os seus gastos na melhora da qualidade do ensino e tambm na infraestrutura.  o inverso do que existe hoje. O governo consome o equivalente a quase 40% do PIB e investe apenas 1% do PIB.  preciso investir muito mais, sem,  claro, desativar uma rede de proteo social mnima.

Os pases europeus argumentam que o estado de bem-estar social contribui para a coeso na sociedade, reduzindo o risco de levantes populares e rupturas polticas. Qual a sua avaliao? 
Concordo em parte. Como disse, nenhuma nao civilizada deve se conformar com o fato de uma parcela de sua sociedade ter ficado para trs, seja por um infortnio, seja por outro problema qualquer. Essas pessoas no podem ficar desamparadas. Na Europa, porm, o bsico j foi atendido h muito tempo. Para os europeus de agora, todos devem ter direito a tudo. Essa  uma bandeira marxista: a todos de acordo com a sua necessidade: de todos de acordo com a sua capacidade. No limite, essa poltica leva todos a ter necessidade de tudo, e todos a ter capacidade de nada. O estado de bem-estar social solapa incentivos cruciais. Ningum estar disposto a labutar de sol a sol para deixar 60% ou at 70% de sua renda na mo do governo. Esfolar os ricos em nome de melhorar a vida dos pobres  uma falcia.

Por qu? 
A economia no  um jogo de soma zero, no qual Joo, para ficar rico, precisa tirar de Jos. O mesmo vale para pases.  pura propaganda defender a ideia de que alguns pases ficaram ricos apenas por ter explorado os pobres. Essa mentalidade mercantilista  que leva a concluses absurdas como a de que as importaes so prejudiciais ao pas.

No  importante proteger da concorrncia externa empresas nascentes e, assim, desenvolver o parque industrial? 
Absolutamente no. Quantas dcadas ainda sero necessrias para a indstria automobilstica sair da infncia? Setenta anos no foram suficientes? Essa ideia de incentivar os campees nacionais deveria ter sido enterrada j nos tempos da desastrada Lei da Informtica, no governo militar. Mas, infelizmente, muitos economistas ainda usam esse argumento e dispem de amplo espao no debate pblico.

O liberalismo econmico e o estado mnimo no tendem a favorecer os j estabelecidos, os donos de propriedades, em detrimento dos pobres? 
Falso. Hayek (Friedrich Hayek, economista liberal austraco, morto em 1992) mostrou que o liberalismo  o maior aliado dos pobres, porque ele incita a concorrncia e oferece igualdade de oportunidades. Sem concorrncia, os grandes empresrios se revezam na tentativa de conquistar mais privilgios do governo. O capitalismo de estado, a simbiose de empresrios e governo,  o modo mais injusto de organizao econmica. Nesse modelo, o interesse do homem comum, do consumidor, est sempre subordinado ao estado e s suas empresas preferidas. A defesa do mercado no deve ser confundida com a defesa dos empresrios. O mercado  muito mais amplo que isso. O mercado  um mecanismo impessoal de mediao constante dos interesses e demandas de milhares e milhares de entidades e pessoas.

Os liberais, particularmente no Brasil, costumam ser tachados de reacionrios e conservadores. Como o senhor se classifica?
Nelson Rodrigues dizia que era um reacionrio: reagia contra tudo aquilo que no presta. Eu sou um conservador: quero conservar tudo aquilo que presta. Um liberal  um sujeito clico, desconfiado da natureza humana e do custo das utopias. Encara o estado como um mal necessrio. Sabe que no existe vida civilizada sem governo, mas defende a tese de que o melhor mecanismo de incentivo ao desenvolvimento  a descentralizao do poder estatal em um ambiente de livre mercado. Para ns, liberais, o que realmente serve de garantia ao interesse pblico so as instituies sadias em pleno funcionamento, e no um governante iluminado dando canetadas no palcio, pensando ser capaz de resolver tudo apenas pela vontade.


4. LYA LUFT  MULHER: RESPEITO E DIGNIDADE
     Algumas datas festivas no me agradam pela mercantilizao, pelos presentes excessivos, diverso sem emoo e abrao sem afeto. Quem d bola para professor, me e pai quando h a praia, a balada, bastante bebida? Repito, para no ser mal interpretada, que no  a maioria que age assim, mas cada vez mais sentimos nos ares o aroma da grana fluindo: haja propaganda! Bem antes da Pscoa, coelhos j pululam nas cidades e papais nois apontam suas belas barbas meses antes do Natal. Mal terminada a temporada de caa a compradores do Dia das Mes, comear a do Dia dos Namorados. Sou contra? Sou muito a favor da troca de carinho, gentileza, pequenas lembranas, de curtir o dia e as pessoas. Sou da banda da vida, dos afetos, da alegria.
     No Dia da Mulher celebra-se a dita liberdade? Nela eu no creio. O que aconteceu com as mulheres nestas dcadas foi sarem do jugo do pai, irmos, marido, at filhos, e comearem a se enxergar, sentir e agir como pessoas. Podem estudar, morar sozinhas, casar com quem quiserem ou no casar, ter filho ou no, dirigir empresas ou nibus, pilotar avies, fazer doutorados, brilhar nas cincias ou finanas, enfim: somos gente. H muito que fazer, um longo caminho a percorrer. Altas executivas ainda so olhadas com desconfiana e s vezes lidam com condies desfavorveis, culpas atvicas, falta de estrutura da sociedade para aliar profisso a vida pessoal, sobretudo a maternidade. Ainda h quem ganhe menos que homem na mesma funo. Ainda h quem tenha de "caprichar dobrado". Mas as coisas vo se resolvendo na medida em que nos fazemos respeitar
 a que quero chegar: mais do que direitos e liberdade, falar em dignidade e respeito. Minha querida Lygia Fagundes Telles, grande escritora brasileira, j disse que muitas vezes aparecemos "feito pedaos de carne em gancho de aougue antigo". A mulher despida cada vez mais  objeto de propagandas. Vender automvel? Mulher de biquni. Vender comida? Mulher de biquni. Vender qualquer produto? Mulher meio pelada. Mulher fazendo trejeitos ditos sensuais, caras e bocas, exibindo plsticas nem sempre naturais. J escrevi que quanto mais falamos em natureza mais distantes dela estamos. Propagandas em que mulheres fazem o marido passar por idiota: ele  preguioso demais, mas meu intestino j no . O inseticida funciona, meu marido dorme no sof de boca entreaberta...
     Se a propaganda em geral nos usa desse jeito, raramente favorvel,  de pensar em que medida ns contribumos para isso. O sonho de muitas meninas  ser um dia a mulher-ma, a mulher-melancia, a mulher-melo, ter aqueles assustadores peitos falsos e imensos, aquele traseiro deformado, aquela musculatura de levantador de peso. O ideal de algumas  estar no Big Brother com outros debaixo de um sugestivo edredom. Os homens no nos respeitam, dizemos.  preciso fazer-se tratar como parceira, no como gueixa desejosa de cartes de crdito polpudos ou homricas cantadas, muito menos acrobacias sexuais que pouco tm a ver com sexo verdadeiro. Acrescento que andamos iludidas com uma avassaladora onda de mitos sobre sexualidade, sensualidade, beleza, resultando em corpos e rostos por vezes deformados, e almas aflitas. Somos bombardeadas por mentiras sobre transas picas e mil delrios, rapidinho aqui, depressa ali, vendo receitas bizarras sobre segurar seu homem, a literatura dita porn soft impressionando milhes pelo mundo afora; por toda parte, muito mais ansiedade do que prazer.
     Aqui e ali, meninas precocemente sexualizadas, maquiadas e requebrando inseguras em incongruentes sapatos de salto... jogos de fundo sexual entre pr-adolescentes em festinhas sem a presena de adultos... adolescentes praticamente coagidas a experimentar intimidades que mal entendem... Nisso talvez valesse a pena pensar, rever, quem sabe transformar, na data que nos  dedicada: expor menos carne e cultivar mais sentimentos, pensamentos, valores. Mas talvez eu parea um fantasma ancestral falando um idioma estranho.


5. LEITOR
CREBRO
A reportagem "A mente ao vivo e em cores" (6 de maro) traz novas perspectivas para o conhecimento do crebro. Como psiquiatra, fiquei entusiasmado com as possibilidades que esto sendo abertas para o tratamento de doenas mentais a partir do Projeto Conectoma Humano. Espero ter a felicidade de ver o resultado dessas pesquisas quanto antes, para poder oferecer novas oportunidades de recuperao aos meus pacientes.
JOS ELIAS AIEX NETO
Foz do Iguau, PR

De modo esclarecedor, a reportagem da jornalista Tatiana Gianini demonstra como o novo mapeamento do crebro aumenta as chances de resposta a inmeras perguntas sobre as desafiadoras doenas da modernidade, como depresso e Alzheimer, ou limitaes aps derrames. O relevante relato jornalstico indica tambm o incio de uma revolucionria fase da humanidade, baseada nas descobertas sobre a biologia do pensamento e das emoes. Ingressamos na era das mximas possibilidades do desenvolvimento de habilidades pessoais e profissionais. So os novos frutos da neurocincia.
GUSTAVO BERNARD
Braslia, DF

O aperfeioamento das imagens do crebro tambm permite o avano no tratamento dos tumores malignos. O mapeamento do trfego das fibras nervosas leva a uma melhor localizao do tumor e compreenso de sua relao com os sintomas. Esse conhecimento favorece o tratamento baseado em cirurgia e radioterapia. Nesse contexto, busca-se o controle sistmico da doena, reduzindo ou eliminando os tumores no crebro para dar melhor qualidade de vida e perspectiva de cura ao paciente.
THIAGO LINS ALMEIDA
Oncologista
Hospital So Jos
So Paulo, SP

Os achados recentes da neurocincia so surpreendentes. VEJA apresentou, de forma clara e objetiva, os avanos no mapeamento das diversas funes do crebro. Os conceitos freudianos, no entanto, no devem ser desprezados.
LEVI BRONZEADO DOS SANTOS
Mdico
Guarabira, PB

MORTE DE TORCEDOR BOLIVIANO
Parabns pela reportagem "O tiro saiu pela culatra" (6 de maro). Realmente  preciso conscientizar os torcedores. Foi um absurdo o ocorrido na Bolvia. No podemos ser coniventes com o crime.
MICHELLA PEDROSA ALMEIDA
Barbacena, MG

J.R. GUZZO
A crnica "Bem feito" (6 de maro) foi corajosa sem ser irresponsvel: contundente, mas no histrica; irrespondvel em todos os seus argumentos, devidamente fundamentados.
MILTON SALDANHA
So Paulo, SP

A TV Globo repudia os termos do artigo de Jos Roberto Guzzo sobre o assassinato de um torcedor boliviano num jogo contra o Corinthians. A emissora no fez juzo de valor sobre a punio ao Corinthians e cumpriu seu dever jornalstico ao anunciar que um menor se apresentara como autor do crime, ressalvando que se tratava de uma verso e que o depoimento no impediria que as autoridades bolivianas dessem sequncia s investigaes. Ao insinuar uma conspirao entre a Globo e o Corinthians para encobrir um crime, o articulista comete o mesmo tipo de erro dos que detratam VEJA ao retrat-la como um veculo a servio de terceiros. A Globo, como a revista, faz apenas jornalismo.
ALI KAMEL
Diretor-geral de jornalismo e esporte da TV Globo
Rio de Janeiro, RJ

O clube de futebol , sim, responsvel pelos atos de sua torcida, principalmente se financia de alguma forma suas atividades.
ANA PAULA TOM
Joo Pessoa, PB

Torcidas delinquentes devem ser banidas dos estdios; times coniventes, devidamente punidos por quem de direito.
FERNANDO LIRA
Salvador, BA

O time paulista deveria ser condenado a indenizar a famlia da vtima dessa tragdia, pois a diretoria do clube  corresponsvel pelas torcidas ''organizadas, alm de ser patrocinadora.
HLIO ORTEGA ARRUDA
Salvador, BA

Incomodou-me o fato de o colunista ter confundido a conduta de dirigentes que eventualmente passam pelo clube com a conduta da instituio Sport Clube Corinthians Paulista, que  infinitamente maior do que eles.
ANDR COLETTI
Por e-mail

No sou corintiano, porm no concordo que o Corinthians seja o principal culpado da morte do garoto na Bolvia. Os principais responsveis pelo incidente na Bolvia, alm do torcedor que manipulou o sinalizador, foram aqueles que deixaram a torcida entrar no estdio com artefatos nocivos.
LUS COUTINHO
Valinhos, SP

GABRIEL CHALITA
VEJA foi clara, pontual, fez doer o corao de quem tinha Gabriel Chalita como um exemplo de bom filho, bom irmo, bom educador, bom amigo, exmio escritor. A reportagem '"Oba, o Vanderlei chegou'" (6 de maro) cita uma fala de Chalita: "Eu estou acabado". Acabada estou eu, aps um dia em que dei doze aulas. Tenho de trabalhar muito para viver honestamente e com essa dor que dilacera meu peito. Chalita, no! Meu dolo, no! Um dia confiei em que voc no fosse se deixar levar pela corrupo, mas o aumento de sua fortuna me entristece, me envergonha, me magoa. Agradeo  revista VEJA, que me fez ver a realidade.
LUCIANA MADEIRA TENTE
Tapiratiba, SP

Eu conhecia outro Gabriel Chalita, que julgava ser um homem honesto e de atitudes que correspondessem aos seus discursos, fossem eles orais, fossem os descritos em seus livros. Para demonstrar que os fatos apontados na reportagem denunciam a existncia de outro homem, oposto ao que, em seus livros, discursa a favor da justia e da tica, transcrevo um trecho da pgina 203 do livro escrito por Gabriel Chalita em parceria com o padre Fbio de Melo, cujo ttulo  Cartas entre Amigos  Sobre Ganhar e Perder: "...O perdedor de hoje pode ser o vencedor de amanh. E o vencedor de hoje pode ser um perdedor logo depois que as mscaras carem e mostrarem que o poltico e o candidato eram pessoas completamente diferentes. Bonecos vencem eleies, mas no administram cidades, muito menos pases...  de sinceridade que precisamos para que os vencedores sejam reais e no fictcios....
ANA LCIA BARBOSA DA SILVA
Braslia, DF

Com essa reportagem reveladora, VEJA abre os olhos da sociedade para o lobo com semblante de cordeiro. E agora, deputado Gabriel Chalita, como explicar essa pisada na bola com seus eleitores, professores e alunos que confiaram em voc? Que feio! Mais um que jamais receber o meu voto.
CARLOS ALBERTO ROLIM MACHADO
Itapeva, SP

Com a sua Pedagogia do Amor, Gabriel Chalita, em seus tempos de secretrio da Educao, empurrou a educao de So Paulo para um dos piores ndices de avaliao. Mesmo se achando "acabado'", com 11 milhes de reais de patrimnio, ter tempo de sobra para escrever mais algumas de suas baboseiras literrias.
Luiz AUGUSTO PAIVA DA MATA
Joo Pessoa, PB

ANO DO MENSALO
Sem dvida, '"2005 existiu, sim!" (6 de maro). Foi o ano em que eu e meu marido, Oldair  ele, filho de metalrgico do ABC paulista, e eu, universitria da USP , tivemos nossa linda filha, Teresa. quela poca, sabiamente, j havamos nos desiludido com os lideres messinicos do PT e no ajudamos a eleger seu representante maior nas duas eleies em que ele venceu. Felizmente, ns soubemos perceber o momento em que o PT se transformou naquilo que condenava e nos afastamos de sua ideologia confusa e falha. Mantivemos, contudo, a esperana de que os brasileiros do futuro, como nossa filha, saibam fazer escolhas melhores e mais informadas.
GEORGIA PEREIRA
So Paulo, SP

REDEPT13
Chocante e assustador o incentivo oficial do PT  difamao (''Difamar  o negcio'", 6 de maro). Isso faz lembrar os esquadres de Mussolini e Hitler desestabilizando a Itlia e a Alemanha.  inadmissvel. Como ex-petista, deploro a metamorfose do partido nesse vale-tudo violento e hipcrita, pondo em risco nossa dura caminhada rumo a algo parecido com civilizao.
SILAS VELOZO
Belo Horizonte, MG

PRIVILGIOS NO CONGRESSO
A limitao do pagamento do 14 e 15 salrios aos congressistas no passa de perfumaria cavilosa diante das extravagantes vantagens dos nobres deputados e senadores ("Ainda  pouco", 6 de maro).
MARCUS A. MINERVINO
Braslia, DF

 um deboche para com o eleitor de Alagoas o fato de seu representante poltico esbanjar 33.000 reais em benefcio prprio.
GLAUBER A. ROCHA
Taubat, SP

PADRE GIANPAOLO SALVINI
Muito feliz a entrevista com o padre Salvini ("Contra a religio  la carte"', 6 de marco). Ele lembra que os leigos compem 99% dos catlicos. Para refletir e agir.
RENATA CAVALCANTI BISELLI
So Paulo, SP

Maravilhosa a lembrana da passagem dos "discpulos de Emas''. S nos resta dizer, como eles: "Fica conosco, Senhor".
ROSNGELA RABELO
Poos de Caldas, MG

Sou catlico, ex-aluno de uma escola jesuta que admiro at hoje, e manifesto meu repdio  frieza do padre Gianpaolo Salvini, que reconhece que a mulher que  agredida pelo marido tem o direito de separar-se dele mas alega que ela no pode reconstruir sua vida, casando-se novamente, a menos que o casamento seja anulado por um tribunal eclesistico, algo que todos sabem ser difcil (muitas vezes impossvel), penoso para a mulher (que deve descrever e comprovar as agresses que sofria) e muito, muito demorado. Acredito que um dia essas regras impiedosas mudaro e as vtimas de agresso no estaro mais condenadas a uma vida solitria dentro da Igreja ou a uma vida reconstruda fora dela. De nada adianta a teologia sem a caridade.
GABRIEL LEONARDOS
Rio de Janeiro, RJ

RENNCIA DE BENTO XVI
Muito boa a cobertura sobre Bento XVI ("Ele no desceu da cruz", 6 de maro). Seria grandioso se seu sucessor fosse brasileiro.
JOS RIBAMAR PINHEIRO FILHO
Braslia, DF

DAVID BOWIE
Depois de muitos anos, voltei a assinar VEJA. Eis que deparo com a bela reportagem "A estrela nunca dorme'" (6 de maro), do jornalista Srgio Martins, sobre o novo disco do cantor ingls David Bowie: The Next Day. Bem-vinda, VEJA!
LINDEMBERG DE OLIVEIRA SOUZA
Belo Horizonte, MG

PARA SE CORRESPONDER COM A REDAO DE VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereo, o numero da cdula de identidade e o telefone do autor, Enviar para: Diretor de Redao, VEJA  Caixa Postal 11079  CEP 05422-970  So Paulo  SP; Fax (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br. Por motivos de espao ou clareza, as cartas podero ser publicadas resumidamente. S podero ser publicadas na edio imediatamente seguinte as cartas que chegarem  redao at a quarta-feira de cada semana.


6. BLOGOSFERA
EDITADO POR KTIA PERIN kperin@abril.com.br

COLUNA
AUGUSTO NUNES
VENEZUELA
O chavismo  s mais uma entre as incontveis seitas populistas que infestam a Amrica Latina desde a chegada dos navegantes europeus. www.veja.com/augustonunes 

ESPELHO MEU
LCIA MANDEL
HIDRATAO
Como voc pode ajudar sua pele a reter umidade? Primeiro, com banhos rpidos e mornos ou frios. gua quente resseca a pele. E, ainda, use hidratante. O creme ajuda a atrair e reter gua na pele. www.veja.com/espelhomeu 

COLUNA
REINALDO AZEVEDO 
O DIABO
"Ns podemos fazer o diabo quando  a hora da eleio", disse Dilma. Imaginem o que significa "fazer o diabo" no Brasil profundo, aonde chega a reproduo da notcia, mas no se produz notcia  e o "diabo permanece oculto sob o manto do quem pode mais. www.veja.com/reinaldoazevedo 

GPS
PAULA NEIVA
CUPIDO
Jennifer Lawrence disse, em entrevista a uma TV americana, que no h nada entre ela e Bradley Cooper. "Gasto boa parte do meu tempo como cupido. Todas as minhas amigas querem ser apresentadas a ele." www.veja.com/gps 

SOBRE PALAVRAS
VONTADE POLTICA
O que quer dizer "vontade poltica", exatamente? Sim, eu sei que se refere  (boa) vontade dos polticos,  sua disposio para realizar algo politicamente custoso, mas s vezes parece haver nessa duplinha de palavras um sentido fugidio, mgico, fetichista. (...) Se significa mesmo a energia e a determinao que a classe poltica tem  ou, como  mais habitual, no tem  para realizar tarefas difceis como o combate  corrupo e ao fisiologismo,  indigncia da educao pblica e  desigualdade social, no seria a tal "vontade poltica apenas um sinnimo  e, pior, um eufemismo  da velha "vergonha na cara"?
www.veja.com/sobrepalavras

QUANTO DRAMA!
DVIDAS SOBRE A NOVELA? A AUTORA RESPONDE
Glria Perez fez da rede social o seu bunker, ao contrrio da maioria dos autores, que prefere se preservar enquanto a trama estiver no ar. Corajosa e combativa, Glria defende sua Salve Jorge todas as noites. Em pleno calor dos acontecimentos, responde a dvidas e crticas sobre os rumos da trama. "@gloriafperez, essa arma da Wanda no meio da favela foi muita viagem, hein? Aterrissa!"', lanou @acmlemos, criticando cena entre as personagens de Totia Meirelles e Dira Paes. Glria no demorou a se manifestar: "Tem gente perguntando por que Wanda no sacou o revlver para Lucimar: porque tiro faz barulho e chama o guarda. Elementar, caros Watsons".
www.veja.com/quantodrama

CONVERSA EM REDE
CHORO EM VERSOS
A morte de Alexandre Magno Abro, o Choro, vocalista da banda Charlie Brown Jr., provocou grande movimentao nas redes sociais. O blog Conversa em Rede, de VEJA.com, perguntou aos fs: quais so os versos e frases inesquecveis atribudos ao msico? Ao lado, algumas participaes: 
www.veja.com/conversaemrede
"Viver, viver e ser livre. Saber dar valor para as coisas mais simples." - Luciane Ribeiro
"A vida me ensinou a nunca desistir, nem ganhar, nem perder, mas procurar evoluir." - Las Orita
"O melhor presente Deus me deu... a vida me ensinou a lutar pelo que  meu."  Lyly

 Esta pgina  citada a partir dos textos publicados por blogueiros e colunistas de VEJA.com


7. EINSTEIN SADE  BRAQUITERAPIA EM TUMORES DE PRSTATA
Implante de sementes com material radioativo  opo para tratamento na fase inicial da doena.

     Os avanos da medicina tm levado  deteco cada vez mais precoce do cncer de prstata, o mais comum entre a populao masculina. Mesmo com o preconceito que ainda afasta muitos homens do exame de toque retal, de grande importncia no diagnstico da doena, no Brasil entre 20% e 40% dos casos so diagnosticados na fase inicial. Para estes, a braquiterapia pode representar uma opo teraputica mais conveniente em relao s demais  radioterapia externa, cirurgia (prostatectomia) e hormonoterapia.
     A braquiterapia consiste na introduo, na prstata do paciente, de pequenas cpsulas de platina, chamadas de sementes, com odo-125 dentro. O iodo-125  um material radioativo que libera energia gradativamente, irradiando o tumor internamente e de forma localizada. O implante das sementes  feito pelo perneo e guiado por ultrassonografia. O procedimento dura cerca de duas horas e  feito sem cortes ou incises, utilizando apenas agulhas.
     Em mdia, so implantadas cerca de 100 sementes, que irradiam o tumor por 150 dias. Para os casos iniciais, a eficcia da braquiterapia  semelhante  das demais opes de tratamento: cinco anos depois de submetidos ao procedimento, entre 92% e 94% dos pacientes no apresentam evidncia de atividade da doena.
     Em relao a outras tcnicas, a braquiterapia traz mais conforto e segurana, alm de menor impacto na potncia sexual. O procedimento  realizado uma nica vez, enquanto a radioterapia externa tem durao aproximada de dois meses, com sesses dirias. E, por ser minimamente invasiva, a braquiterapia reduz os riscos de complicaes inerentes aos procedimentos cirrgicos. A segurana das sementes radioativas, que so importadas,  controlada por legislao federal e garantida por rgidos critrios adotados pelos fabricantes.
     Como a radiao das sementes  de curto alcance (o nome da terapia vem do prefixo grego braqui, que significa curto), a braquiterapia  indicada para tumores pequenos, em estgio inicial. O tratamento pode no ser recomendvel para pacientes com hiperatividade urinria, pois a braquiterapia provoca maior sensao de inflamao e eleva a sensibilidade local. Cabe ao mdico avaliar se o paciente  elegvel para a terapia, com base no exame de toque retal, na dosagem de PSA (antgeno especfico da prstata) e na classificao da clula do tumor obtida por meio de exame do material colhido em bipsia.
     Nos ltimos anos, equipamentos que geram imagens com definio cada vez melhor tm feito da braquiterapia um procedimento rpido, preciso e seguro. Quando bem indicada, facilita a vida do paciente, com excelentes ndices de eficcia.

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